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DINHA: NOVO SURTO HIPNÓTICO "PEGADINHA NA ORELHA" CUIDADO!!!


Depois, uns e outros alardeiam por aí que o nome do “Bom Velhinho” precede polêmica. Mas, vamos e venhamos: minhas crônicas procuram ser embasadas na materialidade das provas e dos documentos que chegam às minhas mãos.

E eu não tenho culpa se, nesses mais de 20 anos envolvido com políticas públicas em Simões Filho, adquiri talvez o maior “HD” de informações que os senhores possam imaginar.

Tudo começou lá atrás, desde o dia em que, pela primeira vez, fui expulso da Casa Legislativa durante uma palestra, após ouvir uma frase que marcou definitivamente minha jornada:

“Nobre educador, com título internacional de ‘Bem Eficiente’, dispa-se de suas roupas e venha conhecer esta cidade…”

Pronto! Mexeram com a onça usando vara curta.

E posso garantir uma coisa: se até minha mãe estivesse metida em alguma falcatrua envolvendo dinheiro público em Simões Filho, eu iria atrás dos fatos e dos documentos até esclarecer o que aconteceu. Afinal, dinheiro público deveria servir ao bem comum.

Agora, julgamento e condenação não são comigo. Isso cabe à Justiça.

E FALANDO EM CUTUCAR ONÇA COM VARA CURTA…

Estão me processando por suposta calúnia e difamação. É óbvio que, para toda ação, existe uma reação, e cada parte terá de apresentar seus argumentos e suas provas perante a Justiça.

Mas fica aquela velha máxima popular:

Quem tem telhado de vidro deveria pensar duas vezes antes de jogar pedra no telhado do vizinho.

E muita gente boa ainda quer saber: afinal, como uma área que, segundo informações divulgadas à época, deveria receber o chamado Complexo Policial de Simões Filho acabou tendo outro destino, com a instalação de um empreendimento atacadista nas terras da antiga Vale, ali no KM 25?

Essa é uma pergunta que merece documentos, datas, atos administrativos e respostas.

E O CENTRO ADMINISTRATIVO, JAJAI?

Falando em telhado de vidro, o vereador Jajai, em uma das sessões de “descarrego” da Casa Legislativa, apareceu cobrando a construção de um Centro Administrativo para Simões Filho.

Pelo entusiasmo, parecia até disposto a dedilhar uma indicação para, depois, ficar com os louros da fama.

Mas há uma questão que não pode ser esquecida: o projeto de um Centro Administrativo Municipal já foi anunciado anteriormente, durante a gestão de Diógenes Tolentino (Dinha), inclusive com previsão de investimentos milionários e toda uma apresentação pública em torno da proposta.

O local apontado seria a área do Marta Alencar.

O curioso é que vários setores públicos foram retirados de lá e transferidos para imóveis alugados, enquanto o espaço acabou ficando sem a utilização que muitos esperavam.

Então surgem perguntas inevitáveis:

O que aconteceu com aquele projeto?

Quanto efetivamente foi destinado ou gasto?

Houve ordem de serviço?

Quais etapas chegaram a ser executadas?

Por que o Centro Administrativo anunciado não foi concluído?

Se havia previsão de mais de R$ 20 milhões, como foi apresentada a destinação desses recursos?

São perguntas que precisam ser respondidas com documentos oficiais.

E existe outro detalhe político interessante: naquele período, o vereador Jajai circulava no mesmo ambiente político da administração municipal e participou de diversos eventos ligados ao grupo, inclusive ocupando espaço na gestão.

Agora, em 2026, cobra justamente um Centro Administrativo.

Pois é…

A política tem memória curta. O “HD” do Bom Velhinho, não.

PEDRA, TELHADO E MEMÓRIA…

O mais curioso é que, mesmo diante de todas as controvérsias que marcaram os últimos anos da política municipal, Jajai continua politicamente próximo de Dinha e Kátia Oliveira, que seguem sua caminhada política.

Não existe problema algum em apoiar quem quiser. Isso faz parte da democracia.

Mas quem ocupa cargo público, esteve próximo de determinada administração e depois passa a cobrar obras ou projetos discutidos naquele mesmo período precisa estar preparado para responder às perguntas que naturalmente surgirão.

Porque memória política também é instrumento de fiscalização.

E documento público não tem partido.

Para finalizar, deixo apenas um conselho aos navegantes:

Cuidado com aquilo que falam sobre o Bom Velhinho.

O pavio anda curto.

E, como dizem por aí, se já estou no fiofó da cobra, o que vier agora é lucro.

Mas tem uma coisa que continua de pé:

Quem tem telhado de vidro não deveria jogar pedra no telhado do vizinho.

E antes de apontar o dedo, talvez seja prudente conferir se o próprio passado não está guardado em algum velho HD.

Por Alberto de Avellar – Crônicas do Bom Velhinho

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