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E O QUE ACONTECEU NESTES DEZ ANOS DE PDDM ???

 

Essa é a pergunta que precisa ser respondida com documentos, relatórios, audiências públicas e prestação de contas, dos últimos dez anos onde o ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) jogou em uma gaveta o PDDM Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal Lei 995.2016 com a obrigação de fazer os "Conselhos" incluindo os de moradores em formato Tripartite mas sendo uma Organização Não Governamental senso a maioria  ampla participação popular.

Na minha avaliação, durante os oito anos da administração do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha, muitas das diretrizes previstas no planejamento municipal não receberam a prioridade que deveriam.

Mas agora não basta apontar o dedo.

É hora de abrir a gaveta.

É preciso verificar, ponto por ponto, o que estava previsto no PDDM, o que foi executado, o que não saiu do papel e quais justificativas existem para aquilo que deixou de ser implementado.

E existe outro relógio correndo.

O Estatuto da Cidade — Lei Federal nº 10.257/2001 — estabelece que a lei que institui o Plano Diretor deve ser revista, pelo menos, a cada dez anos.

Simões Filho chegou justamente a esse marco.

Por isso, meu retorno à Câmara também teve esse objetivo: alertar o Poder Legislativo para a necessidade de acompanhar e cobrar a revisão do Plano Diretor com ampla participação popular.

Conversei com o presidente da Comissão de Ética, vereador Neivaldo Scavello, que se mostrou receptivo à discussão sobre iniciativas voltadas ao desenvolvimento do município.

Também tive uma longa conversa com o atual presidente da Câmara, Itus Ramos, que me ouviu atentamente e demonstrou compreender a importância de uma nova mobilização institucional em torno do PDDM.

Estive com meu velho amigo e irmão Sid Serra, ex-vice-prefeito e atual vereador o pipoco da Bahia, tive o prazer de ser recebido pelos vereadores, Genivaldo Lima e Carlos Neto e na saída com abraço com Del da Capoeira.

Defendo a formação de uma nova Comissão Tripartite, com participação do Poder Público e da sociedade civil, além da realização de debates e audiências que permitam à população participar verdadeiramente da construção do planejamento da cidade.

Porque Plano Diretor não pode ser decidido apenas dentro de gabinete.

A cidade pertence ao povo.

E quem sente diariamente os efeitos da falta de planejamento sabe exatamente onde o sapato aperta.

Um dos exemplos mais evidentes é o Sistema de Transporte Público.

Quem depende diariamente de ônibus e demais modalidades de transporte coletivo sabe que mobilidade urbana não pode continuar sendo tratada apenas com promessas.

É necessário planejamento, integração, acessibilidade, fiscalização e respeito ao cidadão.

DEZ ANOS DEPOIS, A GAVETA PRECISA SER ABERTA.

Que a Câmara Municipal cumpra seu papel fiscalizador.

Que o Executivo apresente o que foi executado.

Que a sociedade civil participe.

E que cada artigo, meta e diretriz do PDDM seja colocado sobre a mesa.

O que foi cumprido?

O que não foi?

Quanto foi investido?

E quem deverá responder pelo que deixou de ser realizado?

O PDDM não pertence a prefeito, vereador, partido ou grupo político.

O PDDM pertence à cidade.

A luta está apenas começando.

E, depois de dez anos, talvez tenha chegado a hora de Simões Filho finalmente tirar seu futuro da gaveta.

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