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SIMÕES FILHO ESTÁ "A MIGUE"...


Meus nobres, pensantes e calejados leitores de Simões Filho, as palavras quase filosóficas do vereador Joka da Farmácia, durante a 18ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, utilizando uma expressão bastante comum nas favelas e nos guetos da vida, parecem definir a verdadeira situação vivida por Simões Filho, município que já ganhou a alcunha de “Nárnia City”, a cidade das utopias.

“Simões Filho está a migué.”

Na sequência de seu discurso, o vereador Joka da Farmácia, que também é presidente da Comissão Permanente de Saúde do Poder Legislativo, afirmou:

“Os contratos das empresas terceirizadas que administram o Hospital Municipal e a UPA não estão sendo cumpridos, mesmo sendo pagos rigorosamente em dia pelo prefeito Del. Quando vamos fiscalizar, falta de tudo, inclusive medicamentos. E nós, vereadores, nada podemos fazer. O povo sofre, cobra e continua cobrando. O que nos resta é falar e pedir esclarecimentos ao prefeito.”

Em seguida, o presidente da Comissão de Ética, vereador Neivaldo Scavello, usou a tribuna para esclarecer que a eleição da futura Presidência da Câmara já estaria definida.

Segundo ele:

“Pelo que sei, são 11 vereadores contra 6. Então, não há mais o que discutir.”

É justamente nesse ponto que o Bom Velhinho, que diz não entender nada de políticas públicas, faz algumas indagações.

Se 11 vereadores representam a maioria da Casa, por que, até o presente momento, não foi apresentada uma proposta para alterar o Regimento Interno?

Em 2020, o então presidente da Câmara, Orlando de Amadeu — hoje vereador da base do prefeito — promoveu alterações no Regimento Interno que retiraram as normas e os procedimentos para a instauração de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), justamente um dos principais instrumentos constitucionais de fiscalização dos atos do Poder Executivo.

E por que o presidente da Comissão de Ética, vereador Neivaldo Scavello, não instaurou qualquer procedimento para analisar eventual responsabilidade política decorrente dessa alteração do Regimento Interno?

São questionamentos que permanecem sem resposta.

E o Bom Velhinho continua mais ligado do que antena de Wi-Fi…

Na 18ª Sessão Ordinária, finalmente apareceu um empresário identificado nominalmente, que foi apontado como o suposto proprietário do famoso “caderninho dos milagres” — ou seria, como alguns preferem chamar, o “caderninho da corrupção”?

A pergunta continua no ar.

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