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UMA VERDADE QUE NINGUÉM GOSTA DE OUVIR NO DIA DE QUEM REALMENTE TRABALHA.



Por Alberto de Avellar - Dizem as más línguas que fui expulso de Simões Filho… Mas a verdade não é bem essa.

Tive que sair do município para realizar tratamento médico de uma doença grave, adquirida — vejam só — em meio aos péssimos serviços de saúde municipal. Entre a ausência de atendimento especializado e a falta crônica de medicamentos de uso contínuo, o cidadão acaba sendo empurrado para fora da própria cidade para tentar sobreviver.

Quanto ao rótulo de “X9”, não fujo da responsabilidade. Mas não do tráfico, como alguns tentam insinuar — e sim de um sistema que mais se parece com um regime ditatorial disfarçado, onde a população é manipulada, amordaçada e perseguida sempre que ousa questionar ou lutar pelo bem coletivo de um povo sofrido e abandonado.


Não escondo de ninguém: durante anos fui apoiador e seguidor fiel do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o famoso “Dinha”. Mas, como todo bom quebra-cabeça, uma hora as peças começam a se encaixar… E foi assim que percebi que a imagem vendida não correspondia à realidade.

Descobri, então, que o “salvador da pátria” não passava de um verdadeiro “querubim sem asas”, cercado por suas fiéis viúvas políticas — sempre prontas a defender o indefensável, ainda que isso signifique atropelar a verdade e destruir reputações.

E agora, preparem-se…

No simbólico Dia do Trabalhador, temos um retrato nada inspirador: uma família que pode ser facilmente classificada como milionária às custas do erário público.

Somados, os ganhos ultrapassam a marca dos R$ 300 mil mensais.

O patriarca, hoje Assessor Parlamentar, embolsa cerca de R$ 38 mil mensais, fora benefícios — curiosamente, valor semelhante ao de outros membros da família que também ocupam cargos públicos. A esposa é deputada, o filho secretário, e por aí vai: nora, sogra, irmãos, aliados… todos muito bem acomodados naquilo que parece mais uma “empresa familiar” do que uma estrutura pública.

Há quem diga — e o povo comenta — que a lista de nomeações é tão extensa que, se brincar, falta apenas incluir os bebês da família na folha de pagamento.

E como se não bastasse essa verdadeira “dinastia remunerada”, ainda pairam suspeitas sobre contratos milionários herdados como uma espécie de “legado administrativo”, agora nas mãos do atual prefeito Devaldo Soares, o conhecido Del do Cristo Rei, que tenta — sabe-se lá como — encontrar uma saída para o cenário que recebeu.

Enquanto isso, a cidade segue… abandonada, sofrida e esquecida.

E não se enganem: as eleições de 2026 estão logo ali. E, como de costume, o “querubim sem asas” pode bater à sua porta, com o mesmo discurso de sempre, pedindo mais uma chance.

Resta saber: o povo vai continuar acreditando… ou finalmente vai abrir os olhos?

Porque, no fim das contas, a maior tragédia não é a miséria da cidade —

é a consciência vendida de quem ainda insiste em fechar os olhos para ela.

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