Ad Code

Responsive Advertisement

É, NO MÍNIMO, IMORAL DEFENDER O ILEGAL...



Por Alberto de Avellar - Muitos dos chamados “comunicólogos” e influenciadores digitais — que, na prática, não passam de puxa-sacos, bajuladores e amigos do poder — têm me ligado. Cobram de mim uma suposta imparcialidade, pedem que eu pare de publicar matérias críticas e de “defender A ou B”.

Meus nobres leitores, calejados de tanto consumir sites institucionais e essa imprensa branda que vive — literalmente — da desgraça do povo simõesfilhense, é preciso dizer o óbvio: há um sofrimento real nas ruas. Um governo de continuidade que pouco — ou nada — faz além de colocar panos quentes e criar cortinas de fumaça para esconder a miséria herdada da gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o famoso “Dinha”.

Uma herança maldita entregue ao atual prefeito, Devaldo Soares, o “Del do Cristo Rei”, que recebeu um verdadeiro problema nas mãos — e, pelo visto, ainda não faz a menor ideia de como resolvê-lo.

E aqui não se trata de opinião isolada. Qualquer cidadão minimamente consciente reconhece: há quase três anos a saúde municipal vive um verdadeiro caos. Hospital, UPA, postos médicos… o cenário é o mesmo — filas intermináveis, falta de atendimento digno e, principalmente, ausência de medicamentos básicos.

Já são um ano e seis meses da gestão Del. E o que mudou? Absolutamente nada. Ou melhor: mudou, sim — para pior. Contratos milionários continuam sendo firmados, secretários entram e saem, criam-se comitivas para “visitas técnicas”, comissões de investigação que nada investigam, e um Conselho Municipal de Saúde que segue inerte e inoperante.

Para completar o enredo, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal protagonizou um episódio vexatório: foi expulso da UPA por uma atendente e, em seguida, foi ao púlpito da Casa do Povo lamentar o ocorrido. Um espetáculo lamentável para a sociedade simõesfilhense.

E então, como num passe de mágica — depois de anos de descaso e de gente morrendo nas filas da saúde — o prefeito resolve agir. Compra medicamentos emergenciais e surge como o “Santo Delzinho, protetor do povo”.

E agora querem aplausos?

Querem que se exalte esse “grande feito”, como se cumprir uma obrigação básica fosse motivo de endeusamento?

Enquanto isso, o povo segue sofrendo, muitas vezes atrás de uma simples dipirona — um paliativo mínimo para aliviar a dor.

Perdoem-me, meus amigos…me abstenho de participar deste circo de horrores onde a propaganda enganosa reina.

O Bom Velhinho já está velho demais para confundir obrigação de governar com propaganda de autopromoção.

Postar um comentário

0 Comentários