Na história da humanidade, o povo sofrido, que paga a conta, sempre teve seus heróis: homens e mulheres que lutam pelo bem coletivo e pela manutenção da ordem publica...

Em Simões Filho, a 7ª maior arrecadação do Estado da Bahia, o povo, que vive em meio a péssimos serviços públicos — uma verdadeira herança maldita deixada pelo ex-prefeito Diógenes Tolentino, conhecido como o “Querubim sem Asas”, adorador do dinheiro público e do poder — também possui seus justiceiros.

Mas… sempre existe este “mas”…

Nossos justiceiros parecem estar ficando sem combustível, e a histórica frase do vereador Adailton Caçambeiro:

“Quem comeu vai ter que vomitar.”

Está perdendo força perante a opinião pública, já que nos bastidores muitos já comentam que os nobres vereadores justiceiros estariam, na verdade, apenas “secando gelo”, e que as centenas de denúncias, mesmo acompanhadas de provas consideradas robustas, podem acabar não resultando em nada.

Mas… como até o inexplicável costuma ter explicação, lá vamos nós…

A força do Parlamento Municipal teria sido alterada junto com mudanças no Regimento Interno da Câmara de Vereadores, quando o então presidente da Casa Legislativa, vereador Orlando de Amadeu, em 2020, retirou do regimento as normas e regras referentes à chamada CPI — Comissão Parlamentar de Inquérito.

Moral da história: de 2020 até a presente data, os vereadores acabam assistindo a diversos episódios de possíveis desmandos administrativos do Poder Executivo sem instrumentos mais amplos de atuação, permanecendo com as mãos atadas, até que o atual presidente, Itus Ramos, decida colocar ordem na Casa.

Até que isso aconteça, resta aos nossos justiceiros ajuizar denúncias e aguardar a atuação do Ministério Público, esperando que as investigações avancem e que aquilo que hoje parece apenas mais uma situação sem solução tenha, enfim, um desfecho.