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A EDUCAÇÃO DE LUXO NA PROPAGANDA E AS CRIANÇAS SEM MERENDA NAS ESCOLAS...



A Rádio Peão amanheceu pegando fogo em Simões Filho depois da realização da chamada “Jornada Formativa” promovida pela Secretaria Municipal de Educação da gestão Devaldo Soares. O evento, realizado em hotel de luxo, reuniu centenas de servidores da educação em um verdadeiro espetáculo de luzes, fotografias, vídeos para redes sociais e produção cinematográfica digna de campanha publicitária.

Tudo muito bonito. Tudo muito elegante. Tudo muito caro.

Segundo comentários que circulam nos bastidores da política local e grupos de WhatsApp, o custo do evento ultrapassaria a marca de R$ 2 milhões e 100 mil reais. Enquanto isso, nas escolas da rede municipal, mães denunciam falta de estrutura, merenda de péssima qualidade, equipamentos sucateados e até rodízio de alunos por falta de cadeiras.

A pergunta que ecoa nas ruas é simples:

“Educação de verdade ou produção de conteúdo para Instagram?”

Enquanto professores assistiam palestras em ambiente climatizado, alunos do Colégio Georgina Simões e do Padre Luiz Palmeira, segundo relatos publicados nas redes sociais, continuam enfrentando dificuldades básicas dentro das salas de aula.

E a população começa a enxergar aquilo que o velho povo romano já conhecia há mais de dois mil anos:

pão e circo.

Ou melhor:

nem pão direito tem.

A merenda escolar, alvo constante de reclamações, virou símbolo do contraste entre a propaganda institucional e a realidade enfrentada pelas famílias mais pobres do município.

Nas redes sociais, internautas dispararam:

“Tem dinheiro pra hotel de luxo, mas não tem pra cadeira?”

“Cadê as fardas das crianças?”

“A gestão vive de vídeo bonito.”

E a pergunta mais cruel começou a circular:

Quantos fardamentos completos poderiam ser comprados com mais de R$ 2 milhões?

Segundo moradores, o valor seria suficiente para entregar uniforme completo e digno para milhares de estudantes da rede municipal, além de melhorar estruturas básicas em diversas unidades escolares.

Mas na política moderna, parece que a prioridade não é a sala de aula.

É a fotografia da sala de aula.

Outro detalhe que chamou atenção foi a presença da deputada estadual ligada ao grupo político da antiga gestão, que, segundo críticos, passou os últimos oito anos sem apresentar investimentos significativos para transformar a realidade educacional do município.

A Rádio Peão não perdoou:

“Quando a câmera liga, aparece todo mundo.

Quando falta cadeira, some todo mundo.”

Enquanto isso, pais seguem comprando material escolar do próprio bolso, mães seguem denunciando escolas sem estrutura adequada e alunos continuam aguardando aquilo que deveria ser o básico:

educação pública digna.

Porque discurso bonito não substitui cadeira.

Banner não substitui merenda.

E vídeo de evento não substitui respeito ao dinheiro público.

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