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PREFEITO DEL CAI NA REDE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PEIXES!!!




Por Alberto de Avellar – Meus inquietos e calejados leitores das Crônicas do Bom Velhinho, antes de mais nada, os meus agradecimentos: conforme dados de planilha do Google, ultrapassamos a marca de 110 mil visualizações no mês de março.




Mas vamos ao que interessa…

É, no mínimo, surreal ver um homem que prega a palavra de Deus cair no velho “conto do vigário” e se envolver em uma verdadeira laranjada uma daquelas em que nem o mais ingênuo das crianças acreditaria.

O prefeito Devaldo Soares, conhecido como Del do Cristo Rei, está mais enrolado nas redes sociais do que o próprio peixe da Semana Santa.

A origem do bafafá…

O gestor municipal acabou entrando em rota de colisão com Zé Eduardo, o Bocão, por conta das licitações relacionadas ao famoso peixe da Semana Santa.

A MATEMÁTICA NÃO FECHA!!!

Na tentativa de conter a crise, Del recorreu ao presidente da Câmara, Itus Ramos, que, durante a 5ª Sessão Ordinária, tratou de esclarecer que a licitação do “peixe sagrado” seguiu as normas do menor preço R$ 32,00 por quilo já incluindo logística de armazenamento e distribuição. Segundo ele, isso totalizaria cerca de 42 mil quilos de peixe, suficientes para atender pouco mais de 13 mil famílias.

Foi então que o “Querubim sem asas”, munido de críticas e acusações de propaganda enganosa, entrou em cena.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Del afirmou que o município distribuiria 69 toneladas de peixe, beneficiando, segundo alguns sites institucionais, mais de 27 mil famílias.

Mas, como a mentira tem pernas curtas e tudo, no fim, é uma questão matemática e os números levantam questionamentos.

De acordo com o último censo do IBGE, Simões Filho possui cerca de 114 mil habitantes, muitos vivendo em condições de vulnerabilidade, com média de 4 a 6 pessoas por família.

Ora, considerando 69 toneladas de peixe e uma média de 3 quilos por família, seria possível atender aproximadamente 23 mil famílias — o que se aproxima de cobrir praticamente toda a população do município.

Por outro lado, se o valor da licitação foi de R$ 1.350.000,00 para aquisição dessas 69 toneladas, o custo médio cairia para cerca de R$ 19,56 por quilo — já incluindo logística — valor bem abaixo dos R$ 32,00 informados anteriormente.

Ou seja, Del teria realizado o improvável: comprado peixe quase pela metade do preço de mercado, garantido logística “milagrosamente eficiente” e ainda ampliado significativamente o alcance da distribuição.

Milagre ou contradição?

O problema é que, como diz o velho ditado, “o peixe morre pela boca”.

Nas redes sociais, o que se viu foi outra realidade: centenas de vídeos mostram o povo sofrido enfrentando filas desde da madrugada e voltando para casa de mãos vazias.

No Colégio União da Bahia, no bairro SF1, mais de mil pessoas se aglomeraram em busca do peixe. Houve tumulto, relatos de disparos e a necessidade de intervenção da Polícia Militar.

E agora?

Zé Bocão já sinaliza que vai partir para o confronto direto. A promessa é de que o caso não ficará barato.

A pergunta que ecoa nas ruas e nas redes sociais é simples e direta:

Onde foi parar o peixe santo de Del?

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