Por Alberto de Avellar – Meus inquietos, pensantes e calejados leitores, após a notícia da compra de 40 micro-ônibus pela Prefeitura de Simões Filho, alguns internautas nas redes sociais me perguntaram o que eu penso sobre o assunto, já que ainda sou considerado por muita gente como um especialista no campo da Mobilidade Urbana, o que inclui diretamente o sistema de transporte e seus terminais rodoviários.
Embora soe estranho para muitos, diante das crises institucionais e políticas que assolam a administração de Devaldo Soares — resultado de uma verdadeira herança maldita deixada pelo ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) — e também pelo fato de que Dinha ainda acredita ser o único mandante do município, o que afeta diretamente o projeto de Del, o chamado “Novo Tempo”, completamente falido por estar baseado em velhas práticas.
Dessa forma, caso o prefeito Del do Cristo Rei dê continuidade ao projeto de Mobilidade Urbana e à compra dos 40 micro-ônibus para o sistema de transporte, sem a existência de um Plano de Mobilidade Urbana e Metropolitana — conforme determinam a Lei Municipal nº 1048/2018 e a Lei Federal nº 13.683/2018, em consonância com os preceitos da Constituição e do Estatuto da Cidade, que exigem ampla participação popular na vida pública e a construção de conselhos — essa nova aquisição tende a se tornar mais um capítulo de fracasso e desperdício de dinheiro público.
Em resumo, será mais dinheiro jogado no ralo, como ocorreu com o Terminal Rodoviário às margens da BR-324, um verdadeiro monumento à corrupção e ao possível desvio de verbas públicas.
Enquanto isso, o povo segue sofrendo com a falta de serviços essenciais, principalmente pela ausência de profissionais tecnicamente qualificados para operar esses serviços.
Que fique a dica: transporte é coisa para especialistas da área, e não para amigos do poder cheios de vontade de colocar as mãos no dinheiro público.

0 Comentários