Por Alberto de Avellar - Meus inquietos, pensantes e já calejados leitores, em meio a tantas propagandas enganosas, onde mentiras repetidas à exaustão acabam se transformando em “verdades absolutas”, Simões Filho segue como palco de uma realidade que, para muitos, já ultrapassou o limite do aceitável.
Não há mais espaço para dúvidas: o que antes parecia coincidência começa a ganhar contornos de um verdadeiro alinhamento de fatos que, na prática, fragilizam o governo do prefeito Devaldo Soares, o “Del do Cristo Rei”. E o mais intrigante é que esse movimento não nasce apenas da oposição — ao contrário, diversos alertas vêm sendo feitos por vozes que circulam dentro do próprio ambiente político e social do município.
Nesta segunda-feira (20), durante participação no podcast Tv Simões Filho 1 News, apresentado por Frank Rosa, o líder comunitário Pedro, representante da Associação de Palmares, trouxe à tona denúncias contundentes sobre a situação enfrentada pela população do distrito.
Pedro, que nos últimos anos vem se consolidando como uma das principais lideranças comunitárias da região — reduto eleitoral do vereador Orlando de Amadeu — não poupou críticas ao cenário de abandono vivido pelos moradores.
Entre os pontos mais graves levantados durante a entrevista, destaca-se a falta total de transporte público para as comunidades ao longo da BA-093, o que, segundo ele, tem deixado a população praticamente isolada.
O líder comunitário também contestou declarações do vereador Orlando de Amadeu, que teria afirmado que o prefeito Del adquiriu 40 micro-ônibus novos, climatizados e com Wi-Fi, destinados a atender não apenas Palmares, mas todo o município com qualidade.
Segundo Pedro, a realidade é completamente diferente do discurso oficial.
Diante desse cenário, fica o questionamento: onde estão esses veículos e por que a população segue sem acesso ao transporte básico?
Como já dizia o velho ditado — e que parece cada vez mais atual na política local — “uma mentira contada várias vezes, com o apoio da máquina institucional, pode se transformar na grande ‘verdade’ de uma década.”
Agora, cabe ao cidadão assistir, refletir e, sobretudo, cobrar respostas.

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