Por Alberto de Avellar - Nos corredores silenciosos — porém sempre bem informados — da chamada “rádio peão”, o clima é de tensão total. A possível chegada de novos secretários na gestão da dupla Dinha/Del já acendeu o sinal vermelho entre aqueles que vivem nas sombras da máquina pública: os famosos “funcionários fantasmas”.
Segundo relatos que circulam nos bastidores, muitos desses servidores — que aparecem apenas uma vez por mês para assinar o ponto e garantir seus vencimentos — estariam em verdadeira peregrinação política, buscando padrinhos influentes para assegurar transferência de secretaria e, claro, manter o privilégio intacto.
O escândalo ganhou ainda mais repercussão após as declarações de Alisson Ramos, que afirmou ser um dos cerca de 1.200 supostos “fantasmas” vinculados à estrutura da Prefeitura. A denúncia, que já chegou ao Ministério Público, pode desencadear uma das maiores crises administrativas da história recente do município.
Enquanto isso, a equipe da “rádio peão News” segue monitorando atentamente o Diário Oficial dos Municípios, em busca de exonerações, nomeações e movimentações suspeitas que possam indicar uma tentativa de “realocação em massa” desses servidores invisíveis.
REALIDADE DA POPULAÇÃO CONTRASTA COM DENÚNCIAS.
Se por um lado há indícios de desperdício e má gestão de recursos públicos, por outro a população sente na pele o abandono dos serviços essenciais.
Na saúde, as queixas são constantes:
• Atendimento precário na UPA do CIA 1
• Falta de medicamentos básicos
• Estrutura deficiente nos postos de saúde (PSFs)
Na educação, o cenário também preocupa:
• Merenda escolar de baixa qualidade
• Salas de aula insalubres, comparadas a “fornos”
• Ventiladores quebrados
• Mobiliário velho e sucateado
A contradição é evidente e revolta: enquanto há suspeitas de milhares recebendo sem trabalhar, serviços básicos entram em colapso.
DINHEIRO PÚBLICO SOB SUSPEITA.
O pano de fundo de toda essa crise é o uso do dinheiro público. Recursos que deveriam garantir dignidade à população parecem estar sendo drenados por um sistema que privilegia apadrinhamentos e acordos políticos.
A pergunta que ecoa nas ruas de Simões Filho é simples e direta:
até quando o povo vai pagar essa conta?
Com as investigações em andamento e a pressão popular crescendo, os próximos capítulos prometem fortes emoções — e, possivelmente, revelações ainda mais graves.
A rádio peão segue ligada. E o povo, cada vez mais atento.

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