Por Alberto de Avellar - Era agosto de 2016. Finalmente, após mais de dois anos de debates e mobilizações, foi sancionado o PDDM — Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal, por meio da Lei Municipal nº 995/2016, uma conquista histórica para o município.
No Poder Legislativo, Dr. Alfredo Assis e João Contador lutavam como poucos para trazer ao município a Policlínica, que seria um marco para a saúde municipal, viabilizada por meio de convênios em consórcio com o Governo do Estado. Depois de várias audiências públicas, com ampla participação popular e a Casa do Povo lotada, chegou-se ao acordo para implantação da unidade no antigo prédio da Fazenda e do Banco Bradesco, no CIA, conhecido como a antiga fábrica de sapatos.
Nas ruas, a acirrada campanha política entre Jomar Paraki e Diógenes Tolentino (Dinha), com seu projeto “Pensa Simões Filho”, parecia se encaixar como uma luva nos princípios do PDDM — Lei nº 995/2016, sancionada por Eduardo Alencar, que naquele ano não poderia disputar as eleições por força da legislação, após completar dois anos de mandato.
Em março de 2018, finalmente, a vontade popular prevaleceu. O sonho de Dr. Alfredo Assis tornava-se realidade e a Policlínica do CIA passava a integrar o patrimônio da saúde pública regional.
Tudo parecia caminhar em paz, até que o grupo político de Dinha resolveu “botar fogo no parquinho” no dia da assinatura do convênio com o então governador Rui Costa.
Aquele episódio ficou marcado na memória dos simõesfilhenses como um dos maiores bafafás da história política do município, assistido de camarote por autoridades municipais, estaduais e federais.
A então vereadora Kátia Oliveira, esposa do então prefeito Diógenes Tolentino, presenciou o quebra-pau que, por pouco, não terminou em “tapas e beijos” entre Dinha e Rui Costa — o início de uma das maiores crises institucionais entre o Governo do Estado e o município de Simões Filho.
Depois, Kátia se elege deputada estadual com pouco menos de 27 mil votos e passa a liderar uma base de oposição minoritária na Alba.
E eis que chegamos a 2026.
Ano eleitoral.
A Deputada "Katia Oliveira" está com sua reeleição em 2026, comprometida devido aos constantes escândalos envolvendo seu esposo o ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) inclusive com indicação no Parlamento Municipal de uma CPI devido às obras sonrisal e mau uso de dinheiro público inclusive na saúde.
E, mais uma vez, as “viúvas histéricas do Querubim sem Asas” voltam a atacar o Governo do Estado propagando fake news de que a Policlínica do CIA, em Simões Filho, estaria prestes a fechar justamente em meio à maior crise da história recente da saúde municipal.
Mas a história tomou outro rumo.
Dr. Alfredo Assis volta a ser protagonista de mais um capítulo dessa trajetória. Reúne-se com o senador Otto Alencar, com o governador Jerônimo Rodrigues e com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.
E o martelo foi batido:
É fake news. A Policlínica não vai fechar.
Muito pelo contrário.
A unidade deverá ampliar e qualificar os atendimentos à população de Simões Filho, dentro de uma nova configuração regional da saúde pública.
Agora, caberá à Secretaria Municipal de Saúde se adaptar a essa nova realidade.
Porque, às vezes, a verdade demora, mas chega.
E quando chega, desmonta narrativas.
A Policlínica permanece.
E a história também.

0 Comentários