A “Rádio Peão” pode até cochichar, mas quem fala alto, aponta o dedo e mostra a realidade sem filtro é ele: o irreverente e afiado Ceará do Povo, que mais uma vez percorreu os quatro cantos de Simões Filho para escancarar aquilo que muitos tentam esconder debaixo do tapete — ou melhor, debaixo do asfalto… derretido.
Desta vez, o alvo foi a recém-inaugurada Avenida que leva o nome de José Trindade, pai do ex-prefeito Diógenes Tomentindo de Oliveira, mais conhecido como Dinha. Uma obra de pouco mais de 2 km que, segundo denúncias, teria custado mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos. O problema? A pista, com cerca de um ano de entregue, já apresenta sinais alarmantes sinais de deterioração.
E Ceará não perdoou.
Com seu estilo sarcástico e direto, ele soltou o verbo:
“Olha a situação dessa pista! Isso aqui foi feito há um ano… e já tá desse jeito? O asfalto tá derretendo! Isso aqui é obra ou comprimido efervescente?”
ASFALTO QUE NÃO AGUENTA O SOL… NEM O POVO
Duante a visita, o repórter popular mostrou carros trafegando com dificuldade, buracos se formando e o pavimento visivelmente comprometido — um retrato que contrasta com o alto valor investido.
Sem rodeios, Ceará cobrou diretamente o atual secretário de Infraestrutura:
“Alô, Geasy Silva! Menos bloco e mais ação! A cidade precisa de obra de verdade, não de maquiagem!”
E o recado também foi endereçado ao prefeito Devaldo Soares, o Del do Cristo Rei:
“Prefeito, cadê o dinheiro dessa obra? O povo quer resposta! Isso aqui foi pago com dinheiro público!”
“QUANDO O JUSTO GOVERNA…” — SERÁ?
Em tom irônico, Ceará ainda relembrou uma frase recorrente do ex-prefeito Dinha:
“Ele dizia que quando o justo governa, o povo se alegra… mas pelo visto, o povo tá é sofrendo com esse asfalto!”
A crítica não ficou apenas na estrutura da via. O repórter ampliou o debate, citando denúncias que circulam nos bastidores da política local, envolvendo desde possíveis obras superfaturadas até suspeitas de irregularidades administrativas.
CIDADE PEDE RESPOSTAS… E JUSTIÇA
A situação da Avenida Trindade virou símbolo de um problema maior: a sensação de abandono e a desconfiança sobre a aplicação dos recursos públicos.
Entre críticas e ironias, Ceará deixou um recado que ecoa nas ruas:
“Milhões jogados fora… e ninguém aparece pra defender o dinheiro do povo. Cadê os vereadores?”
Enquanto isso, a população de Simões Filho segue enfrentando os impactos de obras mal executadas, aguardando respostas — e principalmente, providências.
Nos bastidores, cresce a pressão para que órgãos de controle e a Justiça avancem sobre denúncias envolvendo a gestão anterior, a ambulância UTI Móvel, as obras superfaturadas, especialmente no que diz respeito a contratos milionários, infraestrutura urbana e possíveis abusos de poder econômico e político no processo eleitoral de 2024.
FINAL COM CARA DE ALERTA
Se a Avenida Trindade virou “asfalto somrisal”, como ironizou Ceará do Povo, a pergunta que fica é: quantas outras obras ainda podem dissolver sob o sol da realidade?
Em Simões Filho, o povo já não quer promessa… quer estrada que dure.

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