Por Alberto de Avellar- Enquanto a deputada Kátia Oliveira se apresenta publicamente como defensora das mulheres e ocupa o cargo de vice-presidenta da Comissão da Mulher na ALBA (Assembleia Legislativa do Estado da Bahia), nos bastidores da política local surgem episódios que levantam sérios questionamentos.
Alguns dos “arcanjos renegados” ligados ao seu esposo, o ex-prefeito conhecido nas crônicas como o “Querubim sem Asas (Lúcifer Dinha)”, personagem que muitos associam à obsessão pelo poder e pelo dinheiro público, têm ocupado espaços em podcasts e redes sociais para se autoproclamarem comunicólogos e defensores do indefensável.
Entre essas figuras, há quem possua passagens pela polícia, inclusive por agressão contra a própria ex-companheira, após ser cobrado judicialmente pelo pagamento de pensão alimentícia. Segundo registros que circulam nos comentários públicos, o indivíduo teria agredido a vítima com um soco, causando a perda de um dente — episódio que resultou na imposição de tornozeleira eletrônica e posterior prisão pelo não pagamento da pensão.
E pasmem, senhores do júri popular: comenta-se nos bastidores da política local que a deputada Kátia Oliveira teria sido uma das pessoas que contribuíram com uma “vaquinha virtual” para auxiliar o referido indivíduo a sair da prisão.
Se tais informações correspondem ou não à realidade dos fatos, cabe às autoridades competentes e à própria opinião pública esclarecer. O que fica é a contradição política que ecoa nas ruas: como conciliar o discurso de defesa das mulheres com a proximidade de personagens envolvidos em episódios de violência contra elas?
Em tempos de redes sociais e vigilância cidadã, a coerência entre discurso e prática tornou-se um dos maiores julgamentos da vida pública

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