Por Alberto de Avellar - Meus inocentes e desconfiados leitores de Simões Filho, a cidade onde ninguém manda, ninguém autoriza e, curiosamente, ninguém perde a caneta — mas toda exoneração aparece assinada.
Porque sejamos honestos:
Iridan Brasileiro não caiu.
Alguém empurrou.
E quando uma secretária que “ninguém demitiria” é demitida, a pergunta não é se houve ordem.
A pergunta correta é:
Quem mandou?
Quem autorizou?
E quem perdeu a caneta… ou apenas fingiu que perdeu?
Em Simões Filho, a caneta é um objeto curioso.
Ela some nos discursos, aparece nos decretos e volta para o bolso errado quando o povo pergunta quem escreveu.
O TEATRO DA CANETA ÓRFÃ
Oficialmente, ninguém manda.
Extraoficialmente, todo mundo obedece.
A caneta, coitada, virou órfã administrativa.
Assinou, mas ninguém assume.
Carimbou, mas ninguém confessa.
E o mais curioso:
Até ontem, juravam de mãos postas que Iridan não sairia.
Hoje, dizem que foi “decisão técnica”.
Amanhã, dirão que a caneta escorregou sozinha da mesa.
E É AÍ QUE O PODPENSAR APERTA
Nesta quarta-feira, o PodPensar – a voz do povo de Simões Filho, com Eddy Carvalho e Wilson Cardoso, resolve fazer aquilo que o poder detesta:
Perguntar em voz alta o que eles só cochicham nos bastidores.
E quando Jackson Bomfim sentar diante dos microfones, não será para procurar caneta perdida.
Será para dizer quem segurava, quem mandava assinar e quem agora finge surpresa.
Porque quando a caneta cai, meus amigos,
ela não cai sozinha.
Alguém solta.
CHAMADA FINAL (COM VENENO SUAVE)
Quem mandou?
Quem autorizou?
Quem perdeu a caneta… ou apenas mudou de bolso?
Quarta-feira | 28 de janeiro | 19h
YouTube: @podpensar
Em Simões Filho, o problema nunca foi a caneta.
Sempre foi a mão.

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