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ACORDA, POVO DE SIMÕES FILHO !!!



Por Alberto de Avellar – Fico pasmo. Sou um dos poucos brasileiros ainda vivos chamados de “filhos da ditadura”, alguém que vivenciou tempos aterrorizantes sob a tutela militar, quando não havia direito à livre expressão nem ao livre-arbítrio.


E hoje, já na velhice, vejo estampada uma verdadeira guerra — não nas ruas, mas nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp — travada entre duas verdadeiras facções: de um lado, os bolsonaristas, que pregam “Deus, pátria e família”; do outro, os lulistas, que deveriam defender a ideologia do Partido dos Trabalhadores, nascida da luta de homens e mulheres que saem de casa antes do sol nascer e retornam somente à noite, trabalhando e produzindo com o suor do rosto, pagando impostos para sustentar o desenvolvimento do país.

É triste — e até surreal — ver amigos de outrora, pessoas que até pouco tempo conviviam de forma pacífica e cordial, hoje se degladiando, chegando ao absurdo de defender que o presidente norte-americano invada a soberania do Brasil, como ocorreu na Venezuela, transformando nosso solo sagrado em campo de guerra, deixando como rastro o terror, a miséria, a devastação, os horrores e as privações que escravizam povos e lhes retiram a dignidade humana — como já aconteceu em outros países.

Vencer uma eleição não é sinônimo de governar.

Como sou bairrista falo de Simões Filho, vive hoje uma gestão seguidora do lema “Deus, pátria e família”, que se sustenta mais em discurso, encenação e uso político da fé do que em resultados concretos para o povo.

A administração herdada do ex-prefeito Dinha tenta se apresentar como vítima de uma suposta “provação bíblica” — Daniel, José, Davi, Moisés, Getsêmani. Mas sofrimento bíblico não é teatro. Na Bíblia, o justo sofre por fidelidade; aqui, o povo sofre por má gestão.

Versículos são usados como escudo para esconder erros, silenciar críticas e manipular consciências. Isso não é fé — é a instrumentalização do sagrado para a manutenção do poder.

A Escritura é clara:

“Quando o justo governa, o povo se alegra.”

E, em Simões Filho, o que se vê é o oposto: saúde precária, transporte caótico, abandono social e um povo gemendo.

A grande mentira é acreditar que ganhar a eleição basta. Governar exige verdade, competência, transparência e respeito ao povo — não palanque religioso.

Acorda, Simões Filho.

A fé liberta, mas quando usada pelo poder, aprisiona.

A arma do povo é o voto.

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