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POPULAÇÃO E AGENTES DE SAÚDE REVOLTADOS COM A SAÚDE MUNICIPAL.




Pasmem, senhores!

Hoje completamos 12 dias da atual campanha eleitoral de 2026, e o que se vê pelas ruas de Simões Filho são caminhadas, adesivaços e outros “bichos” eleitorais, aparentemente envolvendo estruturas de alto custo para a carimpagem de votos, principalmente para candidatos a deputados estaduais e federais, que prometem, como sempre, que, caso sejam eleitos, destinarão emendas para o município.

Por outro lado, temos os agentes de saúde completamente revoltados, prometendo realizar uma manifestação pública. Segundo as reclamações da categoria, o atual prefeito, Del do Cristo Rei, não estaria cumprindo acordos firmados com a classe. Entre as queixas estão cortes ou problemas relacionados a fardamento, alimentação e reajustes salariais previstos ou acordados conforme PEC 14.

E, falando em saúde, nas sessões da Câmara Municipal de Vereadores, dificilmente há uma em que o assunto não esteja presente.

Faltando aproximadamente três meses para o fim do segundo ano do governo Del, o “prato do dia” na Câmara continua sendo o mesmo: SAÚDE!

Segundo as constantes reclamações apresentadas, estaria faltando o básico do básico do básico na Saúde Municipal: atendimento médico, medicamentos e, como sobremesa indigesta, a chamada “fila da morte”, expressão utilizada para denunciar a demora na marcação de consultas médicas e exames no Mercado Municipal.

Quanto à regulação, parece que algumas famílias encontraram, por conta própria, uma alternativa: quando um paciente necessita urgentemente de transferência ou regulação, surgem cards nas redes sociais e apelos nos grupos de WhatsApp. Depois da repercussão pública, não raramente aparece uma solução.

Coincidência? Pressão popular? Eficiência repentina?

Fica a pergunta.

Enquanto isso, permanecem questionamentos que precisam de respostas claras e documentadas: como são executados e fiscalizados os contratos milionários da saúde? O que aconteceu com a ambulância UTI Móvel? Existem investigações ou comprovações sobre possíveis desvios de recursos públicos? E quais são as circunstâncias das mortes denunciadas ou questionadas no Hospital Municipal?

Essas questões precisam ser esclarecidas pelos responsáveis, pelos órgãos de fiscalização e pelas autoridades competentes, garantindo também o direito de manifestação dos citados.

Mas, enquanto faltam respostas, as caminhadas eleitorais — verdadeiros espetáculos hollywoodianos — continuam pelas ruas.

E a pergunta que fica é:

ATÉ QUANDO O POVO QUE SOFRE COM A PRECARIEDADE DA SAÚDE VAI SUPORTAR?

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