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ERI COSTA REAGE A MOISÉS E COBRA RESPEITO NA CÂMARA.


Discussão política esquenta o plenário após críticas relacionadas aos vereadores que não apoiam Kátia Oliveira; Eri diz ter gravações e cobra que a mesma “energia” seja usada na defesa dos interesses da população

A Rádio Peão, aquela que tudo vê, tudo escuta e, quando o corredor da Câmara começa a ferver, já está com a antena ligada, registrou mais um capítulo da divisão política instalada no Legislativo de Simões Filho.

Desta vez, o embate colocou frente a frente os vereadores Moisés do Projeto Transformar e Eri Costa.

A controvérsia surgiu em meio às divergências envolvendo parlamentares que tomaram caminhos políticos diferentes e não estão no grupo de apoio à candidatura da deputada estadual Kátia Oliveira, esposa do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha.

Segundo o relato apresentado à Rádio Peão, Moisés utilizou a tribuna para fazer críticas a colegas que seguiram outros projetos políticos. E foi justamente aí que Eri Costa resolveu responder.

Eri começou demarcando sua independência política:

“Em momento algum eu, como vereador, conheci ou tive qualquer relação de dependência com essas pessoas. Sou independente.”

Na sequência, o parlamentar afirmou possuir uma gravação que, segundo ele, comprovaria o conteúdo das declarações que estavam sendo discutidas no plenário. Eri citou nominalmente Moisés, Orlando e referências às esposas de vereadores.

“Eu posso apresentar um áudio com a gravação das falas. Nesse áudio, são citados exatamente os nomes de Moisés, do vereador Orlando e de suas respectivas esposas.”

E continuou:

“A esposa do vereador Mota também foi mencionada. Tenho o áudio, Vossa Excelência, e, se quiser, posso encaminhá-lo para que todos possam ouvir exatamente o que foi dito.”

Ou seja: segundo Eri, não se tratava de interpretação ou conversa de corredor. Ele sustentou que estava simplesmente reproduzindo declarações que estariam registradas em áudio.

“EU NÃO OFENDI NINGUÉM”

Com o clima ficando quente, Eri reforçou sua posição:

“O mais interessante é que eu não ofendi ninguém. Eu apenas reproduzi aquilo que está gravado.”

O vereador também afirmou que o próprio presidente da Casa já teria mencionado a possibilidade de retratação.

E foi então que veio uma das partes mais contundentes da resposta. Eri questionou por que parlamentares que teriam sido politicamente “liberados” para seguir seus próprios caminhos continuariam sendo cobrados por suas escolhas.

“Então, quer dizer que os vereadores foram liberados para seguir suas vidas? E por que, mesmo assim, continuam apoiando pessoas que talvez não reconheçam ou valorizem esse apoio?”

Eri também defendeu o direito de escolher seus próprios aliados:

“Eu apoio aqueles em quem acredito, aqueles com quem construí uma relação de confiança e com quem vivi momentos importantes.”

E completou dizendo considerar a gratidão elemento importante das relações políticas.

E O “PUXA-SACO”?

Outro momento que chamou atenção ocorreu quando Eri reagiu às críticas sobre apoio político:

“Agora, se apoiar, defender e reconhecer o trabalho de alguém significa ser chamado de ‘puxa-saco’, então eu pergunto: o que devemos fazer?”

Pelo visto, meus nobres leitores, a temperatura subiu de vez.

Moisés tentou reagir durante a manifestação, e Eri respondeu:

“Calma, vereador Moisés. Se Vossa Excelência quiser falar na próxima sessão, poderá fazê-lo.”

Mas Eri guardou para o final a cobrança política mais direta da sua intervenção:

“Eu gostaria de pedir que essa mesma energia utilizada para defender essa questão fosse utilizada também para defender os projetos e as pautas de interesse do povo.”

E completou:

“Quando se trata de defender um projeto, essa energia é muito importante e muito bem-vinda.”

RÁDIO PEÃO PERGUNTA: E OS PROJETOS DO POVO?

É aí que entra a velha Rádio Peão.

Em período eleitoral, alianças mudam, antigos companheiros se afastam, novos grupos são formados e cada vereador responde politicamente pelas escolhas que faz.

O problema começa quando divergência eleitoral ocupa o espaço que deveria ser dedicado à fiscalização, aos projetos e às demandas da população.

A Câmara Municipal não é extensão de comitê eleitoral de candidato A, B ou C.

Também merece registro que o vereador Genivaldo Lima, conforme relato apresentado à Rádio Peão, teria utilizado anteriormente expressão crítica relacionando o ex-prefeito Dinha a “poder e dinheiro”. Essa declaração, assim como qualquer gravação mencionada durante a discussão, precisa ser examinada em seu contexto integral antes de ser apresentada como fato comprovado.

Quanto a chamar Moisés de “bobo da corte apaixonado”, a Rádio Peão deixa isso no terreno da sátira política — não como descrição factual do vereador. No reino encantado da política simõesfilhense, cada personagem escolhe o papel que pretende desempenhar diante do público.

E fica a pergunta levantada pela própria fala de Eri Costa:

Se existe tanta energia para defender padrinhos, aliados e candidaturas, por que não colocar a mesma disposição na defesa dos projetos que mexem diretamente com a vida do povo de Simões Filho?

Porque eleição passa.

Mandato passa.

Os grupos políticos mudam.

Mas quem continua pagando a conta e esperando resultado é o cidadão.

Rádio Peão News — a antena que continua ligada nos corredores do poder.

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