A "Rádio Peão News" que tudo ouve e vê, até quando de molho na cama, quando o WhatsApp ferve, até as notas de R$ 100 entram na conversa
FALTAM OITO DIAS: AGORA A CONFUSÃO É COM BOMBA MOTA
Meus nobres leitores, faltam apenas oito dias para a eleição e, em Simões Filho, se depender dos grupos de WhatsApp, ninguém mais precisa de pesquisa eleitoral. Tem candidato já eleito, candidato derrotado, especialista em cálculo de votos, cientista político de grupo de família e, claro, aquela velha turma que garante saber de tudo o que acontece nos bastidores.
É nesse cenário que a Rádio Peão News — a rádio que tudo vê e ouve atrás das cortinas dos poderosos — captou mais uma daquelas histórias que fazem o celular esquentar.
Desta vez, o nome que entrou no olho do furacão foi o do vereador conhecido como Bombeiro Mota.
Mensagens encaminhadas que circulam em grupos fazem uma acusação séria: afirmam que Mota teria recebido R$ 1.000 para entregar a uma pessoa, mas teria repassado apenas R$ 500. Em outra mensagem, aparece a alegação de que a pessoa supostamente prejudicada teria procurado o ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha, e contado o ocorrido.
Calma, minha gente!
Mensagem de WhatsApp não é sentença, encaminhamento não é prova e Rádio Peão não é tribunal. Até o momento, o material apresentado consiste em mensagens atribuídas a terceiros e não comprova, por si só, que o dinheiro existiu, quem o teria fornecido, qual seria sua finalidade ou se houve efetivamente retenção de qualquer valor.
Mas que o assunto incendiou os bastidores, incendiou.
E a temperatura aumentou quando surgiu uma resposta atribuída ao próprio debate nas redes. Em tom duro, aparece a seguinte discussão: quem estaria recebendo “migalhas” de político e quem estaria defendendo vereador ou liderança política em troca de dinheiro?
Pronto! Aí o bambu gemeu.
De uma simples fofoca eleitoral, a conversa passou para uma acusação que, se verdadeira, merece explicações; se falsa, merece igualmente ser esclarecida, porque reputação não pode virar moeda de campanha.
E aqui fica a pergunta que a Rádio Peão coloca sobre a mesa:
Existiram realmente os R$ 1.000? Quem entregou? Para quem deveriam ser destinados? Foram repassados apenas R$ 500? Há comprovante, áudio, testemunha ou alguma outra evidência além das mensagens de WhatsApp?
Com a palavra, Bombeiro Mota.
O espaço para apresentar sua versão deve permanecer aberto, porque jornalismo responsável não pode transformar conversa de grupo em condenação antecipada.
Enquanto isso, faltando oito dias para as urnas, os grupos continuam daquele jeito: um manda áudio, outro encaminha print, outro jura que sabe de tudo e a Rádio Peão fica atrás da porta, com o ouvido ligado.
Porque eleição em Simões Filho aparentemente não se disputa apenas nas ruas.
Disputa-se também no WhatsApp.
Rádio Peão News — a rádio que tudo vê, tudo ouve e pergunta antes de condenar.

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