Meus inquietos, atentos e calejados leitores de Simões Filho…Ficamos 48 horas fora do ar e as broncas não para de chegar.
Quando muitos imaginavam que as polêmicas envolvendo a gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) haviam ficado no passado, eis que um novo capítulo promete movimentar os bastidores da política local.
O Conselho Superior do Ministério Público da Bahia (MP-BA) pautou para o próximo dia 11 de agosto, às 14h, a análise de um inquérito civil que apura supostas irregularidades na administração municipal de Simões Filho.
No centro da investigação está um cenário que, segundo a representação apresentada ao MP, seria de abandono do patrimônio público.
A denúncia relata que dezenas de veículos pertencentes à Prefeitura estariam parados e se deteriorando em galpões municipais, enquanto a população enfrenta dificuldades no acesso a serviços essenciais como saúde, saneamento básico e educação.
R$ 85 milhões sem prestação de contas?
Outro ponto que chama a atenção na representação é a alegação de que cerca de R$ 85 milhões em recursos públicos teriam sido gastos sem a devida prestação de contas.
A denúncia sustenta que a ausência de esclarecimentos sobre a aplicação desses recursos levanta dúvidas sobre sua destinação e motivou o aprofundamento das investigações pelos órgãos de controle.
Caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo da apuração, os fatos poderão ter repercussões administrativas e judiciais.
Investigação mira possíveis irregularidades
O procedimento, registrado sob o nº 709.9.416051/2024, é conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça de Simões Filho e tem como interessados a Prefeitura Municipal de Simões Filho, o advogado Dr. Luciano Marcos Ferreira e Adelino Rogaciano das Neves Filho.
De acordo com a pauta do Conselho Superior do MP-BA, o inquérito busca esclarecer possíveis ocorrências de:
* suposta improbidade administrativa;
* possível dano ao erário;
* alegados atos lesivos ao patrimônio público.
Os fatos investigados são atribuídos, na representação, às gestões do ex-prefeito Diógenes Tolentino, referentes aos períodos de 2017 a 2020 e 2021 a 2024.
Pode ser apenas o começo.
Os autores da denúncia afirmam que o inquérito analisa apenas parte das supostas irregularidades e sustentam que novos elementos ainda deverão ser encaminhados ao Ministério Público, o que poderá ampliar o alcance das investigações.
A expectativa agora se volta para a 4ª Sessão Extraordinária de 2026 do Conselho Superior do MP-BA, marcada para ocorrer no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, com participação presencial e virtual.
O que acontece agora?
É importante destacar que a existência de um inquérito civil não significa, por si só, comprovação de irregularidades ou responsabilidade dos investigados. A finalidade do procedimento é reunir elementos para verificar se houve ou não ilegalidades e definir as providências cabíveis.
Enquanto isso, a política de Simões Filho acompanha, mais uma vez, um caso que promete gerar debates, especialmente diante da relevância das questões levantadas e do interesse público envolvido.
As Crônicas do Bom Velhinho acompanharão os desdobramentos e abrirão espaço para a manifestação de todas as partes envolvidas, em respeito ao contraditório e à ampla defesa.

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