Categoria afirma que fala do vereador desconsidera a realidade das salas de aula e cobra maior compromisso com a valorização da educação pública.
A repercussão das declarações do vereador Eri Costa durante a última sessão da Câmara Municipal de Simões Filho ganhou um novo capítulo. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Simões Filho (SINTESF) divulgou uma Nota de Repúdio contestando as afirmações do parlamentar e classificando sua fala como “desrespeitosa, irresponsável e desconhecedora da realidade de quem está na sala de aula todos os dias”. A nota foi publicada após manifestações do vereador sobre a pauta salarial dos professores.
Segundo o material divulgado pelo sindicato, o trecho que motivou a reação foi a declaração atribuída ao vereador:
“Os professores, com tanta gente desempregada, ficam brigando por salário. Deveriam brigar pelos outros problemas da educação.”
Na avaliação do SINTESF, a afirmação ignora as condições enfrentadas diariamente pelos profissionais da educação, que muitas vezes utilizam recursos próprios para garantir o funcionamento das atividades escolares.
O que diz a nota.
O documento destaca que, além de ensinar, muitos professores acabam assumindo despesas que deveriam ser responsabilidade do poder público. Entre os exemplos citados estão:
* compra de material pedagógico;
* aquisição de recursos tecnológicos;
* compra de materiais para ministrar aulas;
* confecção de materiais para a educação especial;
* auxílio a estudantes em situação de vulnerabilidade;
* aquisição de materiais escolares e pequenos reparos em equipamentos.
Ao final, a nota afirma:
“Professor faz muito e ainda é desrespeitado.”
Críticas à atuação parlamentar
Além de rebater as declarações do vereador, o sindicato também apresenta críticas à atuação legislativa de Eri Costa, mencionando leis aprovadas pela Câmara que, segundo a entidade, teriam impactos negativos para a carreira do magistério municipal.
Essas afirmações representam o posicionamento institucional do sindicato e refletem sua interpretação sobre os efeitos das normas aprovadas. Eventuais divergências sobre o alcance dessas leis podem ser objeto de debate jurídico e político.
Debate público.
A polêmica reacende uma discussão recorrente em Simões Filho sobre a valorização dos profissionais da educação. Enquanto o vereador defende que a categoria também direcione esforços para outros desafios estruturais da rede municipal, o sindicato sustenta que a defesa do salário faz parte da própria luta por uma educação pública de qualidade, já que remuneração, carreira e condições de trabalho são elementos previstos nas políticas de valorização do magistério.
Até o momento, não havia sido localizada manifestação pública do vereador respondendo especificamente à nota divulgada pelo SINTESF. Caso haja posicionamento posterior, ele poderá complementar o debate em respeito ao princípio do contraditório.


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