Por Alberto de Avellar – As Crônicas do Bom Velhinho e primcipalmente seu editor é visto como oposição, não..., bem pelo contrario temos uma posição o bem estar do povo sofrido e divulgar, comentar e levar informações em tempo real a população muitas vezes amordaçada desta cidade que me adotou e onde vivi por anos fazendo milhates e mais milhares de amigos fieis em todos os momentos, nossa luta esta embasada no desenvolvimento do municipio e a ampla participação popular na vida publica, indiferente de qual lado político partidário que a governe.
Enquanto as luzes coloridas iluminam a Praça da Bíblia e o “Arraiá das Viúvas” transforma o centro da cidade em um grande palco de festa, uma pergunta insiste em ecoar entre os moradores dos bairros mais afastados: qual será a festa do povo quando a música acabar?
De um lado, uma cidade cenográfica. Palcos, decoração, atrações, cortejos, fogos, autoridades, pré-candidatos, fotografias e discursos cuidadosamente preparados para as redes sociais.
Do outro, a cidade real.
A cidade onde cidadãos reclamam da demora no atendimento da saúde, professores questionam a valorização da educação, motoristas enfrentam buracos, motociclistas convivem com o risco de acidentes em vias deterioradas e usuários do transporte público esperam soluções para problemas de mobilidade urbana.
Após um investimento estimado em mais de R$ 10 milhões nos festejos juninos, o desfile político começou pela Avenida Altamirando de Araújo Ramos. Ao lado do prefeito Del, do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha) e de diversas lideranças políticas, caminharam também pré-candidatos aos cargos de deputado estadual, deputado federal, senador e governador.
Mais do que um cortejo junino, muitos enxergaram uma demonstração de força política em pleno período pré-eleitoral.
A pergunta que fica é simples:
Quanto desse esforço e dessa mobilização retornará em benefícios concretos para a população de Simões Filho?
Outro detalhe chamou atenção de quem acompanhou o evento.
A ausência de grande parte dos vereadores da base governista.
Nos bastidores, comenta-se que a relação entre Executivo e Legislativo atravessa um dos momentos mais delicados desde a judicialização da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.
Na próxima terça-feira, tudo indica que o atual presidente, Itus Ramos, deverá disputar a reeleição. Caso confirme apoio da maioria dos parlamentares, o cenário político poderá inaugurar uma nova fase nas relações entre Prefeitura e Câmara, marcada por maior independência do Legislativo.
Se a configuração política se confirmar, o prefeito poderá governar diante de uma Câmara em que a maioria dos vereadores não apoiará o candidato defendido pelo Executivo para a presidência da Casa.
Enquanto isso, nas redes sociais, vídeos compartilhados por moradores mostram opiniões divergentes sobre o contraste entre a grandiosidade da Vila Junina e as dificuldades enfrentadas diariamente em diferentes áreas do município. Essas manifestações refletem percepções de parte da população, mas não representam, por si só, a visão de todos os cidadãos.
A política, como o São João, também tem seu tempo.
Tem o tempo da fogueira…
O tempo da quadrilha…
O tempo dos aplausos…
E, inevitavelmente, chega o tempo em que as luzes se apagam.
Quando isso acontece, sobra apenas a realidade.
E a realidade, essa sim, não pode ser enfeitada com bandeirolas.

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