Um plano de trabalho e demonstrativos de despesas ligados à Liga de Futebol Simõesfilhense estão causando forte repercussão nos bastidores políticos de Simões Filho. Os documentos apontam um volume milionário de gastos envolvendo alimentação, transporte, suplementos alimentares, materiais esportivos e até medicamentos, todos custeados com recursos públicos destinados ao Campeonato Intermunicipal 2025.
O caso atinge diretamente o secretário de Esportes Igor Tolentino, filho do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha, já que a Secretaria de Esporte aparece como parceira oficial do projeto da Liga de Futebol Simõesfilhense.
Entre os números que mais chamam atenção está o valor global de R$ 628.177,28, previsto no cronograma de reembolso do projeto. A documentação detalha despesas consideradas por críticos como incompatíveis com a realidade do futebol amador municipal.
Os gastos listados incluem:
* R$ 217.584,00 em transporte
* R$ 149.964,13 em material esportivo
* R$ 106.200,00 em lanches
* R$ 50.419,20 em medicamentos e suplementos
* R$ 33.250,00 em alimentação/almoço
* além de despesas com gelo, água mineral, arbitragem, marketing e comissão técnica.
Outro ponto que gerou revolta nas redes sociais foi a previsão de compra de suplementos alimentares, incluindo:
* 200 unidades de Whey Protein
* Creatina
* Cafeína
* Maltodextrina
Todos inseridos na planilha oficial do campeonato amador.
Já o transporte virou alvo de questionamentos após a planilha prever 12.088 quilômetros rodados, ao custo de R$ 18 por quilômetro, totalizando mais de R$ 217 mil.
Nos bastidores políticos, opositores afirmam que os valores podem indicar possível superfaturamento, desvio de finalidade ou utilização indevida de recursos públicos. Até o momento, não há decisão judicial apontando irregularidade comprovada, mas os documentos vêm sendo usados por críticos da atual gestão para cobrar investigação dos órgãos de controle.
O plano de trabalho foi assinado digitalmente dentro de processo oficial ligado ao município de Simões Filho em julho de 2025.
A pergunta que começa a ecoar nas ruas e nas redes sociais é direta:
Como um campeonato amador consegue movimentar mais de meio milhão de reais enquanto bairros da cidade continuam sofrendo com problemas básicos em saúde, infraestrutura e educação?
Enquanto isso, cresce a pressão para que Ministério Público, Tribunal de Contas dos Municípios e Câmara de Vereadores aprofundem a fiscalização sobre os contratos, pagamentos e prestações de contas envolvendo a Liga de Futebol e a Secretaria de Esportes de Simões Filho.

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