Talvez esta seja uma das histórias mais bizarras do governo do ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha).
Em meio à euforia e a muita propaganda em torno dos famosos 10 leitos de UTI, que durante anos foram manchete nos sites institucionais, surgiu a divulgação da chegada de uma “UTI Móvel” doada ao município por meio de uma emenda do Governo Federal.
E o povo nas ruas, esquinas e no Parlamento Popular do Mercado Municipal não falava de outra coisa. A cada dia que passava, o nome do então gestor era exaltado como o homem “santo” do município: Dinha.
Pois bem, o “Querubim sem Asas Dinha”, segundo a narrativa apresentada, teria arquitetado algo quase imperceptível.
A versão apresentada relata que uma van do mesmo modelo, porém aproximadamente dez anos mais antiga do que a UTI Móvel nova que chegaria ao município, teria recebido uma “maquiagem”. Depois de um mega evento de entrega, com a participação das mais altas autoridades do município e a presença de veículos de comunicação para fotos oficiais e registros, lá estava ela: a UTI Móvel, toda plotada com os devidos slogans da “Terra Boa de Gente Besta”.
Enquanto isso, a versão original, zerada e dentro dos padrões exigidos, teria simplesmente desaparecido.
Durante o período do falecimento do levita Flávio Temerson, que compôs o Hino Simõesfilhense, Fabinho agonizava no Hospital Municipal à espera da tal UTI Móvel para sua transferência para uma unidade especializada. E onde estaria a UTI Móvel?
Foi quando começou a procura: procura aqui, procura ali, e nada da UTI Móvel. Segundo o relato, a ambulância acabou sendo encontrada no fundo do galpão municipal de sucatas, completamente deteriorada.
E vocês pensam que a história termina aí? Ledo engano.
Após investigações do Ministério Público, das forças policiais e diligências citadas pelo vereador Genivaldo Lima, foi levantada a suspeita de que, além do desaparecimento da UTI Móvel original, a suposta UTI Móvel clonada e sucateada continuaria sendo abastecida mesmo permanecendo parada há quase dois anos no galpão.
Segundo a narrativa apresentada, o caso estaria sendo investigado pelos órgãos competentes, com apoio documental do Ministério Público Estadual e Federal, enquanto permanece a dúvida sobre o paradeiro da UTI Móvel original, que teria simplesmente desaparecido sem explicações.

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