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A ENGRENAGEM DE PAULO AZI E O PODEROSO CHEFÃO DINHA...



Brasília manda, Simões Filho obedece?

Nos bastidores da política baiana, poucos nomes conseguem circular com tanta influência entre gabinetes, empresários, prefeitos e contratos públicos quanto o deputado federal Paulo Azi. Em Simões Filho, porém, essa influência ganhou contornos ainda mais profundos ao se conectar diretamente com o grupo político liderado pelo ex-prefeito Diógenes Tolentino, conhecido popularmente como Dinha.

A pergunta que ecoa nos corredores da cidade é simples e ao mesmo tempo explosiva:

Quem realmente governa Simões Filho?

Enquanto o atual prefeito Del do Cristo Rei aparece como figura institucional, cresce entre opositores e parte da opinião pública a narrativa de que as decisões estratégicas, os recursos políticos e a distribuição de influência continuam orbitando entre Paulo Azi e o grupo de Dinha.

A máquina política e empresarial

O material que circula nas redes sociais e grupos políticos aponta uma verdadeira engrenagem envolvendo:

* empresários ligados ao setor de infraestrutura;

* contratos públicos;

* empresas de saneamento;

* obras;

* articulação política em Brasília;

* controle de verbas parlamentares.

Segundo o organograma político apresentado, Paulo Azi teria forte influência sobre a liberação de recursos federais destinados a municípios aliados, especialmente em áreas como:

* infraestrutura;

* saneamento;

* habitação;

* obras públicas.

O documento ainda cita conexões empresariais e políticas com grupos que atuam em Simões Filho, Camaçari e Região Metropolitana de Salvador.

O elo com Dinha.

É justamente nesse ponto que surge o nome do ex-prefeito Dinha.

Nos bastidores políticos da cidade, a relação entre Paulo Azi e Diógenes Tolentino é tratada por aliados e opositores como uma aliança estratégica de sobrevivência política e fortalecimento de poder.

A engrenagem funcionaria da seguinte forma:

* Brasília libera recursos;

* grupos aliados executam contratos;

* bases políticas são fortalecidas;

* vereadores permanecem alinhados;

* a máquina pública mantém influência eleitoral.

O crescimento eleitoral citado no próprio material chama atenção. Paulo Azi teria saltado de pouco mais de 4 mil votos em 2018 para mais de 9 mil votos em 2022 dentro de Simões Filho — aumento que críticos atribuem ao controle político da máquina municipal e à forte presença do grupo de Dinha.

Vereadores, cargos e dependência política

Outro ponto sensível levantado pelo documento envolve vereadores e lideranças locais.

A acusação política feita é de que parte da base governista teria se tornado dependente da estrutura de cargos, indicações e verbas vinculadas ao grupo político dominante.

Nos bastidores da Câmara Municipal, opositores afirmam que existe um “silêncio institucional” diante de denúncias envolvendo contratos, obras e recursos públicos.

Enquanto isso, a população continua convivendo com:

* problemas no transporte;

* unidades de saúde superlotadas;

* denúncias sobre infraestrutura;

* escolas com dificuldades estruturais;

* questionamentos sobre obras milionárias.

O poderoso chefão?

Nas rodas políticas da cidade, o apelido já circula sem cerimônia:

“O poderoso chefão.”

Para críticos da gestão passada, Dinha teria deixado oficialmente a prefeitura, mas não o comando político da cidade. A influência sobre secretarias, contratos, articulações e decisões estratégicas continuaria viva nos bastidores.

Já aliados defendem que o grupo apenas mantém força política por possuir base eleitoral consolidada e capacidade de articulação em Brasília.

Mas uma coisa é certa:

Em Simões Filho, cada contrato, cada obra e cada recurso federal virou combustível para uma guerra política cada vez mais intensa.

E no meio dessa batalha, o povo continua fazendo a pergunta que mais incomoda os corredores do poder:

Quem controla Simões Filho: o prefeito eleito ou a engrenagem política construída entre Brasília e os grupos empresariais locais?

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