Por Alberto de Avellar - Na manhã desta quinta-feira (23), debaixo de chuva e sob forte clima de indignação, centenas de moradores de Simões Filho ocuparam a Avenida Luiz Eduardo Magalhães, no centro da cidade, em frente ao anexo do hospital municipal. O ato, marcado por gritos, cartazes e palavras de ordem, escancarou o que a população já vem denunciando há anos: o colapso no atendimento da saúde pública municipal.
A via foi interditada pelos manifestantes, que denunciaram a precariedade dos serviços, a falta de atendimento digno e a ausência de respostas concretas por parte do poder público. Pacientes relataram longas filas, ausência de médicos, demora em atendimentos e dificuldades até mesmo para procedimentos básicos.
Revolta popular ganha as ruas
O protesto não surgiu por acaso. Segundo relatos colhidos no local, a situação da saúde vem se deteriorando desde a gestão do ex-prefeito Diógenes Tolentino, conhecido como Dinha, período marcado por contratos milionários na área da saúde que já foram alvo de denúncias junto ao Ministério Público Federal e Estadual.
Para muitos manifestantes, o sentimento é de continuidade do problema. A atual gestão do prefeito Devaldo Soares, o Del do Cristo Rei, tem sido criticada por manter e renovar contratos com empresas que, segundo a população, não conseguem resolver os gargalos históricos do sistema.
“Muda governo, entra governo e a saúde continua do mesmo jeito ou pior. A gente não aguenta mais sofrer”, desabafou uma moradora presente no ato.
Contratos milionários e poucos resultados
Um dos principais alvos das críticas são os contratos firmados pela Prefeitura com empresas prestadoras de serviços na saúde. Mesmo com valores elevados, a população questiona a efetividade dessas contratações.
Especialistas apontam que, quando não há fiscalização rigorosa e transparência na execução contratual, os serviços tendem a não alcançar a qualidade esperada — o que pode explicar o cenário atual enfrentado pela população.
Sistema em colapso
O protesto desta manhã é mais um capítulo de uma crise que parece longe do fim. A interdição de uma das principais avenidas da cidade simboliza o nível de desgaste da população com o sistema de saúde local.
Enquanto isso, pacientes seguem enfrentando:
* Falta de médicos e especialistas
* Demora no atendimento
* Estruturas precárias
* Dificuldade de acesso a exames e procedimentos
Pressão por respostas
A manifestação deve aumentar a pressão sobre o poder público municipal e também sobre os órgãos de controle. A expectativa é que o Ministério Público aprofunde investigações sobre contratos e cobre soluções imediatas para garantir um atendimento digno à população.
O que fica evidente é que a saúde pública de Simões Filho deixou de ser apenas um problema administrativo e passou a ser uma questão social urgente.
Conclusão
Debaixo de chuva, o povo foi às ruas. Não por política, mas por necessidade. Quando o cidadão precisa protestar para ter acesso ao básico, algo está profundamente errado. E Simões Filho, mais uma vez, grita por socorro.

0 Comentários