Por Alberto de Avellar - Simões Filho, a já consagrada cidade dos absurdos administrativos e reviravoltas dignas de novela mexicana, amanhece com mais um capítulo daqueles que fariam qualquer roteirista pedir aposentadoria...E o Bom.velhinho tá doido para pendurar as chuteiras só depende do prefeito Del.
Após a queda do que muitos já batizaram como “o pior secretário do século XXI”, o ex-todo-poderoso Denison Santana, o tabuleiro político se reorganiza com uma velocidade impressionante. E como já diz o velho ditado da política local: “rei morto, rei posto”.
E quem reaparece com força total?
Ele mesmo o homem do bordão inconfundível: “Alô Simões Filho! Estou aqui para fazer o meu trabalho de vereador, que é fiscalizar!”
Sim, o vereador Genivaldo Lima voltou ao protagonismo. E não voltou pequeno, não. Voltou grande e com prêmio digno de um jogador vitorioso medalha de ouro.
A NOMEAÇÃO QUE MEXEU COM OS BASTIDORES
Para surpresa de uns, espanto de outros e felicidade de poucos (mas influentes), o vereador conseguiu emplacar nada mais, nada menos que a nova titular da pasta ambiental: Daniela Rodrigues dos Santos Abade, nomeada para a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade.
E como prova “documental”, porque aqui não é só conversa de bastidor a nomeação saiu no papel, carimbada e assinada.
Resultado? Explosão nos corredores da Câmara, ciúmes políticos ativados e a velha pergunta ecoando:
“Quem bate mais, leva mais?”
A DANÇA DAS CADEIRAS (E DAS CONSCIÊNCIAS)
A política de Simões Filho segue inovando. Não é mais só a dança das cadeiras, agora é a dança das recompensas.
Genivaldo, que vinha batendo forte na gestão, parece ter descoberto a fórmula mágica: Critica de um lado, negocia do outro e no fim leva a secretaria.
Enquanto isso, nos bastidores o vereador Orlando de Amadeu, conhecido por muitos como defensor do indefensável, segue tentando decifrar o novo manual do poder.
Dizem que ele tenta agradar o prefeito Dinha/Del e apanha da oposição, ainda assiste colegas sendo contemplados veja o vídeo.
Resumo da ópera? Corre, corre se desespera e fica no mesmo lugar.
OS “FANTASMAS” QUE NÃO ASSUSTAM NINGUÉM?
E quando você acha que não pode piorar. Entra em cena Alisson Ramos, que resolveu jogar gasolina no incêndio:
Denúncia de 1.200 funcionários fantasmas na Prefeitura. Sim, você leu certo mil e duzentos.
Gente que, segundo ele está na folha, mas não está no trabalho, ou seja, trabalha no mundo espiritual da administração pública ou ocupando cadeira vitalícia no gabinete do ódio.
O CHAMADO DO BOM VELHINHO
E diante desse roteiro que mistura política, ironia e possíveis irregularidades, o Bom Velhinho não se cala:
Alô Ministério Público! Alô Polícia Federal!
Porque se tem fantasma demais,
alguém precisa acender a luz.
FINAL (POR ENQUANTO…)
Em Simões Filho, a pergunta não é mais “o que vai acontecer?”
A pergunta é: quem será o próximo a ganhar uma secretaria depois de bater no governo? Porque, pelo visto o bom é criticar que vira moeda troca e cargo virou prêmio, e a gestão virou palco de tragédia e libertação.

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