Por Alberto de Avellar – Meus queridos, nervosos e inquietos pensantes de Simões Filho, a cidade que a cada dia protagoniza um novo espetáculo hollywoodiano, onde política definitivamente não é coisa para amadores — apenas os especialistas sobrevivem no jogo.
E não me venham com essa de “lei de fidelidade partidária”. Em Simões Filho, regra existe… para ser quebrada. É a teologia política de Velozes e Furiosos II.
O bafafá da vez, mais comentado que novinha no brega, envolve o Bombeiro Mota, que deu uma rasteira nos irmãos “cabeça branca” do PSD, pulou a catraca e sentou direitinho no colo do prefeito Del do Cristo Rei (União Brasil) e de seu inominável líder político, o ex-prefeito Diógenes Tolentino, o famoso Dinha e Kátia Oliveira para Deputada,Paulo Azi e Acm Neto pra governador...
Mas, sejamos justos: os “cabeças brancas” já estão calejados nesse tipo de traição política — coisa de ex-amante em lua de mel. Em 2020, tivemos outros pula-catraca que se deram muito bem, mesmo com a tal “Lei da Infidelidade Partidária”, que por aqui é mais sugestão do que obrigação.
O vereador, o “mais belo dos belos”, Gazileu, jurava amor eterno ao PSD. Bastou sair eleito das urnas que correu atrás de Dinha mais rápido que guenga velha atrás de cliente. Reelegeu-se, saiu do colo de Dinha e foi direto para os braços de Del. Hoje, ocupa a liderança do governo na Câmara, com fortes tendências a abocanhar uma secretaria.
Já Roberto Souza seguiu o mesmo roteiro — sem mudar uma vírgula. A diferença é que o cabra é bom, muito bom na sua área. Um verdadeiro estudioso da saúde. Sabe tudo e mais um pouco. Se o prefeito Del ainda tem dúvidas sobre seu projeto “Um Novo Tempo”, eis aqui uma solução para a crise na Secretaria de Saúde.
E já sei: as viúvas histéricas do Querubim sem asas (Dinha) vão dizer que o Bom Velhinho está na folha, que se vendeu… Mas a verdade precisa ser dita.
É óbvio que esse pula-catraca — desses três personagens citados e de outros que ainda estão em cima do muro — impactou diretamente a reeleição da deputada Kátia Oliveira.
Segundo matéria publicada pelo site Acesso Política, correspondente da ALBA e com reconhecida credibilidade, a deputada está entre os 11 parlamentares que não devem disputar a reeleição em 2026. Ainda de acordo com o site, Kátia Oliveira deve ceder espaço para seu esposo, o ex-prefeito das multidões, Diógenes Tolentino (Dinha), que enfrenta problemas sérios: processos por abuso de poder e questionamentos na prestação de contas de 2024.
O processo por abuso de poder encontra-se travado na mesa de uma ministra do TSE, em Brasília. Já a prestação de contas pode se tornar um problema ainda maior: basta que um terço dos vereadores rejeite, e Dinha pode ficar inelegível por oito anos — indo direto para o banco de reservas.
Outro detalhe que pode ter passado despercebido aos meus nobres leitores: enquanto o prefeito Del ainda se enrola na famosa “dança das cadeiras”, a Igreja Quadrangular — base de apoio do “Belo dos Belos” e da missionária Cleide — já deu sinais de que pode apoiar o Pastor Tom, de Feira de Santana.
E há mais: muitos dos que acreditam no projeto do Bombeiro Mota são unânimes — “com Dinha e Kátia, nem pensar”.
Então, meninos e meninas, não se enganem: essa história de “dinheiro na mão, calcinha no chão” é apenas uma questão de ponto de vista.
Quem está, de fato, mandando no jogo é o senador Otto Alencar — o verdadeiro “pico das galáxias”. O homem tem influência em boa parte das cidades baianas e pode, sim, decidir os rumos das eleições estaduais e federais de 2026 na Bahia.
E não é pouca coisa, não… Até o “outro veinho cabeça branca”, Lula, já o convidou para assumir o Ministério da Integração Nacional.
E aí eu pergunto: Otto está com moral… ou não está?

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