Por Alberto de Avellar - BAFAFÁ NO PODPENSAR: ENTRE NEGOCIAÇÃO E “NEGOCIATA”, BOMBEIRO MOTA SE COMPLICA NA PRÓPRIA FALA...
Meus inquietos, pensantes e já calejados leitores de Simões Filho…
Segurem-se nas cadeiras, porque o episódio desta semana não é apenas bafafá — é daqueles que levantam poeira jurídica, política e moral ao mesmo tempo.
Durante entrevista no podcast PodPensar, o vereador Bombeiro Mota protagonizou um verdadeiro “curto-circuito verbal” que pode custar caro — muito caro — no campo político e até jjurídica
Entre gaguejadas, pausas e declarações desconexas, o vereador deixou escapar o que muitos já desconfiavam nos bastidores: existe negociação — ou melhor, uma possível “negociata” — para assumir uma secretaria municipal.
E o mais curioso, nem ele sabe se a vaga seria para ele ou para a própria esposa.
TRECHO DA FALA (TRANSCRIÇÃO)
“Sobre eu ser secretária… sem gaguejar… sobre eu ser secretária… rapaz, não sei quem vai ser secretário, né? Tá promessa, né? Desacordado… houve negociação… o prefeito garantiu que eu assumiria uma pasta pra agregar o meu povo…”
O PROBLEMA NÃO É SÓ A GAGUEIRA… É O CONTEÚDO!
O mesmo vereador que admitiu negociação por cargo público também declarou, no mesmo programa, apoio político a: a deputada estadual Kátia Oliveira e ao pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto
Até aí, política é política, o problema é que o Bombeiro Mota é filiado ao PSD, legenda que na Bahia integra a base do governador Jerônimo Rodrigues.
Ou seja, o vereador declarou apoio a um grupo político oposto ao seu próprio partido.
FIDELIDADE PARTIDÁRIA: O QUE DIZ A LEI?
A situação não é apenas moral — é jurídica.
A legislação brasileira trata disso com bastante clareza: Constituição Federal (Art. 17) – garante a importância dos partidos políticos no sistema democrático. Lei nº 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos) – estabelece normas sobre fidelidade partidária. Resolução TSE nº 22.610/2007 – trata diretamente da perda de mandato por infidelidade partidária.
Em resumo o mandato pertence ao partido e não ao eleito.
Quando há desvio de alinhamento político, apoio a adversários ou troca de benefícios (como cargos), pode-se configurar: infidelidade partidária, quebra de decoro político, até suspeita de troca de apoio por vantagem (o que, se comprovado, pode ter implicações mais graves).
DO RESGATE DE COBRAS À POLÍTICA DE RISCO
E aqui entra o contraste que o povo não deixa passar em branco o vereador é conhecido por seu trabalho social, resgatando cobras, aranhas, abelhas, gatos e outros animais silvestres.
Mas agora parece ter entrado em um terreno bem mais perigoso, o da política das negociações mal explicadas. Porque, convenhamos a cobra a gente identifica, abelha também e aranha idem. Agora, negociação política travestida de promessa administrativa com troca de apoio por cargo?
Isso exige outro tipo de fiscalização.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Diante da declaração pública, direta e espontânea: O PSD vai aceitar essa postura e vai abrir processo disciplinar, vai pedir a perda de mandato por infidelidade , ou tudo ficará no campo do silêncio conveniente?
CHAMADO DIRETO.
Alô Wellington Rosário presidente do diretório municipal, alô diretório estadual a palavra está com vocês.
As Crônicas do Bom Velhinho estão aguardando uma posição.
Porque o que foi dito não foi em bastidor, foi ao vivo e gravado está disponível em todas a rede social.
SOBRE O VÍDEO
Trecho da entrevista no podcast PodPensar onde o vereador declara a negociação.
CONCLUSÃO DO BOM VELHINHO
Em Simões Filho, meus amigos não basta mais acompanhar a política, é preciso decifrar os bastidores.
Porque, pelo visto enquanto uns salvam animais outros podem estar tentando salvar mandatos a qualquer custo.

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