Por Alberto de Avellar - Simões Filho ultrapassou todos os limites do aceitável.- Enquanto crianças estão sendo impedidas de estudar por falta de carteiras, a Prefeitura Municipal firma um contrato de R$ 10.927.707,00 para implantação de robótica nas escolas da rede pública.
A pergunta que ecoa, agora não só nas redes sociais, mas dentro das casas das famílias simõesfilhenses é direta, dura e inevitável:
que tipo de gestão prioriza robôs enquanto falta cadeira para o aluno sentar?
DOCUMENTO OFICIAL ESCANCARA O CONTRATO.
O Diário Oficial do Município confirma a adjudicação do Pregão Eletrônico nº 023/2025, tendo como vencedora a empresa Robomind Editora Ltda, de Santa Catarina no de valor de R$ 10.927.707,00 como objeto a Educação Tecnológica (robótica) para atender o público de Ensino Fundamental I e II que tem como Critério de escolha Menor preço (Lei nº 14.133/21). No papel, tudo moderno e perfeito na prática um escândalo o básico está faltando.
O GRITO DE UMA MÃE: A REALIDADE QUE O GOVERNO NÃO MOSTRA
O discurso institucional fala em inovação, mas a realidade chega através de um áudio simples e esclarecedor e que mostra o quanto é devastador o caos na educação em Simões Filho.
“Boa noite, tudo bom? Deixa eu te falar uma coisa… minha filha amanhã não vai ter aula. Ela estuda na Georgina. Adivinha por quê? Porque está tendo rodízio de classe, de turma, por conta das cadeiras… a escola não tem cadeira.
Aí amanhã vai começar o rodízio… porque não tem cadeira na escola.”
Não é estatística, não é oposição é a voz de uma mãe. Uma mãe que viu o direito da filha ser negado não por falta de professor, não por greve e sim por falta de uma cadeira.
O CAOS INSTALADO NA EDUCAÇÃO.
O relato escancara uma crise estrutural grave, a falta de carteiras com rodízio de turmas (alunos ficando em casa), salas sem condições mínimas de funcionamento o improviso como política pública, isso não é falha pontual, isso é colapso e desrespeito com os alunos e familiares.
PRIORIDADE INVERTIDA OU DESCASO?
A robótica pode ser importante? Sim. Mas sem estrutura básica, ela vira símbolo de gestão desconectada da realidade. Antes do robô, vem o aluno, antes da tecnologia, vem a dignidade.
Ou será que em Simões Filho a lógica foi invertida?
DENÚNCIA: DINHEIRO PÚBLICO MAL PRIORIZADO.
Diante dos fatos, não estamos mais falando de erro administrativo. Estamos falando de má gestão de recursos públicos por falta de planejamento estrutural onde prioridades distorcidas e desrespeito ao direito constitucional à educação básica é uma coisa coletiva colocada em último lugar.
COBRANÇA DIRETA: DINHA/DEL E HELIENE MOTA.
É hora de parar o discurso e responder com ações. O prefeito Del do Cristo Rei, o ex-prefeito Dinha o líder apontado como figura central nas decisões políticas e que manda na secretária de educação Heliene Mota precisam vir a público explicar: Como se investe milhões em robótica sem garantir carteira, onde está o planejamento da rede e quem autorizou essa inversão de prioridade?
O silêncio, neste momento, é cumplicidade.
MINISTÉRIO PÚBLICO PRECISA AGIR
Diante da gravidade dos fatos, é urgente a atuação do Ministério Público da Bahia. A situação exige
uma investigação sobre aplicação dos recursos, verificação das condições reais das escolas, apuração de possível improbidade administrativa e adoção de medidas para garantir o direito dos alunos.
Educação não é propaganda é obrigação constitucional.
O BAFAFÁ AGORA É OUTRO…
Em Simões Filho, a realidade é bastante cruel de um lado, contratos milionários e do outro, crianças sem cadeira e no meio disso tudo um governo apático com crise de identidade que precisa explicar quem realmente comanda o ex prefeito Diógenes Tomentindo ou o atual e quais são suas prioridades.
Porque quando falta cadeira na escola não é só a educação que cai.
É a dignidade de um povo inteiro.

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