Meus nobres leitores, inquietos e calejados de Simões Filho, a famosa cidade dos contos de fadas…
Parece que a maré política mudou — e a tal Onda Rosa, que em tempos de outrora inundava as ruas do município, já não demonstra, pelo menos aparentemente, a mesma força de outros carnavais.
O ex-prefeito Diógenes Tolentino, o Dinha, enfrenta um cenário político bem diferente daquele dos tempos em que era apresentado como símbolo do chamado “Prefeito Máquina do Trabalho”. Hoje, críticas à sua gestão, questionamentos sobre obras públicas, contratos milionários na Saúde e outras denúncias que circulam no debate político municipal passaram a ocupar espaço nas redes sociais e nas discussões da cidade.
Como se não bastasse o desgaste local, o cenário político estadual também acrescenta novos ingredientes ao caldeirão, com controvérsias e denúncias envolvendo lideranças do União Brasil. Naturalmente, alegações dessa natureza precisam ser analisadas pelos órgãos competentes, com direito ao contraditório e à ampla defesa.
Mas voltemos à nossa querida Onda Rosa…
No largo da rótula de Simões Filho 1 aconteceu mais um ato político. Segundo relatos recebidos por esta coluna, o movimento teria ficado bem distante daqueles grandes eventos de outros tempos.
E a Rádio Peão News, aquela que não perde uma fofoca política nem quando acaba a energia, já soltou a língua:
— Bom Velhinho, tinha tanta gente que parecia enterro de morador de rua, so tinha o padre para dar a extrema-unção e o coveiro para providenciar o enterro político até os perus sumiram para pegar a alça do caixão e levar até o cemitério de Goes Calmon.
Calma, Rádio Peão! Assim você mata o defunto antes do atestado…
Também circularam comentários sobre manifestações hostis contra a deputada Kátia Oliveira durante sua passagem pelo evento com uma chuva de ovos goro. Se ocorreram ou não exatamente como relatado, cabe aos registros e testemunhos esclarecerem. Em política, principalmente em período eleitoral, boato corre mais rápido do que candidato atrás de voto.
O fato politicamente observável é que a disputa está acirrada e antigos apoios e alianças vêm passando por mudanças.
E aquela “Máquina do Trabalho”, que durante anos parecia funcionar a todo vapor?
Pois é…
A Rádio Peão já pergunta se faltou combustível, se fundiu o motor ou se a máquina simplesmente entrou na oficina justamente na hora em que mais precisava rodar.
Porque, meus nobres leitores, eleição tem dessas coisas:
ontem era Onda Rosa.
Hoje pode ser apenas marola.
E amanhã… quem sabe?
As urnas é que darão a resposta.
Por Alberto de Avellar — Crônicas do Bom Velhinho
Com informações e comentários da irreverente Rádio Peão News.

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